CARGAS VISADAS 

Tendo em vista que grande parte dos transportadores "sobreviventes" que conseguiram manter suas atividades, na grande maioria, não possuem profissionais dedicados exclusivamente a gestão de riscos, seja por incapacidade financeira e/ou motivações culturais, o mercado de seguros enfrenta um verdadeiro colapso em nosso pais. No passado, os empresários acreditavam que a simples transferência de risco para as seguradoras era medida suficiente para prevenir prejuízos, as Seguradoras por sua vez passaram a amargar relevantes prejuízos decorrentes do aumento exponencial da criminalidade, fraudes de seguros, etc... oportunidade na qual vivenciamos uma proliferação de empreendedores oportunistas que constituíram empresas especializadas em gerenciamento de risco e corretagem de seguros, que num espaço de tempo relativamente curto, construíram verdadeiras fortunas, uma vez que seus lucros não eram afetados pelos péssimos resultados assumidos pelas seguradoras, em suma, se uma carga era roubada, a comissão do corretor estava integralmente garantida, da mesma forma, as gerenciadoras de risco nunca reconheciam culpa, mesmo quando sua atuação diante de um sinistro parecia duvido ou omissa, desta foma, restava as seguradoras a obrigação de proceder com a indenização.

 

Este péssimo cenário sofreu o agravo de atenuantes como falência do sistema público de segurança, profissionais despreparados em todas as pontas, entre outros fatores que fizeram do Brasil um ambiente absolutamente desfavorável. A legislação pouco especifica, desatualizada e por tanto, insuficiente, deixou margem para criação de dispositivos como Cartas DDR (Dispensa do direito de regresso) documentos contendo dezenas de excludentes e condicionantes que são verdadeiras armadilhas a favor das seguradoras, assim como os PGR's (Planos de Gerenciamento de Risco) instrumentos contendo um conjunto de regras e procedimentos que, em resumo, consiste em inúmeras obrigações impossíveis de serem integralmente atendidas, tendo como resultado, uma enxurrada de indenizações negadas pelas Seguradoras. 

 

Atualmente muitos riscos deixaram de ser aceitos pelas seguradoras e as apólices celebradas em caráter de exceção estão cada vez mais caras, comprometendo o resultado financeiro dos transportadores (Segurados), seja pelo preço do seguro propriamente dito, seja pelos custos decorrentes dos dispositivos de Gerenciamento de risco composto por rastreadores, localizadores / iscas, câmeras, escolta armada, monitoramento, pesquisas e dezenas de outros recursos e serviços que formaram um mercado de "soluções" em franco crescimento.

o seguro seus resultados não dependiam do sucesso de suas mu logo, surgiroportunistas travestidos de corretores de seguro e gerenciadoras de riscoinsiconta disso tentam apenas transferir o risco para seguradoras (formato que ao passar dos anos se demonstrou absolutamente ineficaz, além de contribuir para um colapso no mercado segurador) e por conseguinte O portal Riscos Brasil tem o dever de alertar os gestores de risco e  preferem produtos de maior valor agregado, como os indicados para tratamento de câncer e para impotência sexual. Mas não são os únicos. “Os ladrões buscam tudo que possui grande receptividade entre a população, incluindo analgésicos, antigripais, medicamentos para pressão alta e polivitamínicos”, afirma Saulo Júnior, presidente da Associação Nacional de Farmacêuticos Atuantes em Logística (Anfarlog). Os bandidos preferem medicamentos de escoamento rápido e os caminhões trafegam com cargas mistas, ou seja, são sempre visados.

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