Paraná tem aumento de 13% em roubos de cargas

Em geral, os crimes contra o patrimônio no Estado cresceram acima dos 10% neste ano. Com os roubos de carga não foi diferente – até o último dia 7 foram 895 ocorrências em 2016, bem acima dos 795 casos registrados em todo o ano passado, segundo a DFRC (Delegacia de Furtos e Roubos de Cargas). O aumento beira os 13%.


Para o delegado da DFRC, Marcelo Lemos de Oliveira, além do aumento do crime como um todo, a modalidade sofreu a migração de quadrilhas de roubo a banco, caixas eletrônicos e carros-fortes. “É sazonal, mas notamos que 65% estão acontecendo na área urbana e os 35% restantes nas rodovias. O crime está concentrado na distribuição para o destinatário final”, disse. Das 895 ocorrências, 303 aconteceram em Curitiba. Outras 87 em São José dos Pinhas, na RMC (Região Metropolitana de Curitiba) e 60 em Paranaguá.

Segundo o diretor do Sindesp-PR (Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Paraná), Maurício Smaniotto, o aumento do risco tem feito a escolta armada no entorno das grandes cidades crescer na faixa dos 10% ao ano. “A logística para se assaltar na rodovia é maior. Na área urbana é mais fácil para transportar, armazenar e depois revender”, explicou.


Entre as cargas mais visadas estão os cigarros, eletrônicos e remédios – facilmente comercializados no mercado paralelo – com valor acima dos R$ 500 mil. O preço da escolta indefere do valor da carga, mas é importante estar alerta na hora da contratação. “É preciso ter autorização da Polícia Federal para exercer a função, motos ou carros descaracterizados são ilegais, por exemplo”, declarou Smaniotto.


Somente neste ano, a DFRC prendeu 54 pessoas e abriu 70 inquéritos para investigar os crimes. Nove em 10 veículos chegam a ser recuperados, mas as cargas dificilmente são.

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