Gerenciamento de Risco

Há muitos e muitos anos, para grande parte dos Embarcadores e Transportadores, o roubo de cargas é um dos principais agravantes para a contratação de seguro de Transportes, especialmente para aquelas empresas que operam com produtos visados por redes organizadas de criminosos, especializadas em receptar e distribuir esses produtos.

O alto índice de ocorrências deste tipo de evento também acaba por elevar demasiadamente o prejuízo dos seguradores que atuam nesta modalidade de cobertura, gerando desinteresse dos mesmos em garantir tais operações. O referido desinteresse pode ser constatado pela freqüente majoração das taxas de seguro, das franquias e/ou participação obrigatória do segurado (POS) e, em muitos casos, até mesmo pela recusa na aceitação do risco.

Além da constante preocupação dos proprietários das cargas quanto a falhas operacionais e acidentes com os meios de transporte, o roubo de cargas também tem causado grandes prejuízos às empresas, não só pela perda dos bens, mas também pelo custo indireto resultante de sua menor participação no mercado. Outra preocupação universal decorre da responsabilidade civil dos embarcadores em função do manuseio e do armazenamento inadequado de seus produtos que, por sua natureza, deveriam ter cuidados especiais. Assim, o constante aprimoramento em questões que envolvam a qualidade do transporte e da proteção de cargas é de vital importância para embarcadores e seus parceiros comerciais.

O desenvolvimento e a adoção de uma logística adequada à operação, a utilização de veículos indicados a cada tipo de carga transportada, cuidados na embalagem e na amarração das cargas, controles informatizados de despachos e a utilização de meios modernos de comunicação, constituem-se em medidas importantes de proteção e segurança. Tudo isto pode ser obtido com a correta seleção de prestadores de serviços e com a elaboração de um contrato com os mesmos, definindo responsabilidades e padrões de qualidade para o transporte, armazenagem e manuseio da carga, entre outros quesitos.

A ferramenta mais utilizada atualmente para viabilizar a contratação de seguro de Transporte para cargas tem sido a utilização, por parte de embarcadores e transportadores, de uma boa estrutura de gerenciamento de riscos, incluindo ao menos:

  • Análise da competência técnica, operacional e confiabilidade dos prestadores de serviços, em todos os níveis;

  • Utilização de dispositivos modernos de segurança e comunicação para monitoramento da viagem, como por exemplo, rastreador via satélite e/ou outros dispositivos de comunicação;

  • Redundância de tecnologias embarcadas, dada a sofisticação de abordagem do crime organizado;

  • Plano de rotas por área de atuação, com criação de pontos de apoio ao longo das rotas;

  • Criação de plano de contingência para orientação dos envolvidos na operação, com orientação aos motoristas e demais participantes da operação sobre como atuar em situações de risco;

  • Treinamentos e reciclagem de todos os envolvidos no transporte e/ou armazenagem, a respeito de Procedimentos e das melhores práticas de segurança com a carga transportada.

 

A prática tem demonstrado que quanto menor a qualidade no gerenciamento do risco, maiores são os prejuízos decorrentes de roubo, o que por si só justifica todo o esforço e investimento inicial no desenvolvimento e implantação de uma política que vise garantir maior proteção e segurança para cargas transportadas. Com o avanço da tecnologia, muitas compensações são obtidas com tais investimentos, notadamente em controles sobre a cadeia Logística, permitindo uma melhor gestão logística, inclusive a consolidação de um eficiente programa de seguros.

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Os Roubos de carga migram para outras áreas no Rio de Janeiro. O observatório da Intervenção mostra que cinco municípios registraram aumento de 497% nos casos de roubo de carga durante seis meses de intervenção federal na segurança pública. Os dados indicam uma migração para áreas mais pacatas do que a capital fluminense. Como sinal desse movimento, o Observatório da Intervenção aponta a área que envolve os municípios de Tanguá, Rio Bonito, Itaboraí, Silva Jardim e Cachoeiras de Macacu.

Crime migra para outras regiões do estado

RIO DE JANEIRO

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Em qualquer tentativa de roubo, o veículo será imobilizado automaticamente em três situações: quando houver utilização de jammer / violação do sistema de rastreamento / desvio de rota, mas a grande novidade é a blindagem elétrica, que dá choque de 20 mil volts em quem tentar violar o baú do veículo. O choque elétrico não é letal, mas repele a pessoa, causando desconforto físico por alguns minutos.

Bloqueador eficiente e Choque elétrico

TECNOLOGIA

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A região da BR-101 Sul é o local em que os criminosos mais atuam porque é por lá que passam muitas cargas saídas de Suape. Há cinco anos, o cenário da maior parte dos roubos era o Sertão. "Essa área do entorno de Suape, as rodovias são as mais procuradas pelos assaltantes pela variedade de cargas que passam por ali". Os pontos que passam por Escada e Ribeirão, no trevo que dá acesso à Primavera até a divisa com Alagoas. Na BR-232, a situação é mais perigosa entre Pombos e Gravatá e na subida da Serra das Russas. O local conhecido como Trevo do Ibó, na região de Salgueiro, no Sertão, também preocupa a polícia.

PERNAMBUCO

ÁREA DE RISCO

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